terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ibirapuera - Bienal - Oca

O Ibirapuera é constituído por várias edificações que se destacam tendo cada uma a sua importância.
A Oca foi projetada por Oscar Niemeyer, é um edifício que abriga exposições. Por fora vemos uma edificação rígida e homogênea e quando entramos, ele vai criando movimentos através das rampas que vão se articulando nos espaços. São criadas paredes e espaços de exposição que colocam as obras em destaque. A iluminação natural entra a partir de grandes aberturas em formato de circulo, essa iluminação é bem discreta e torna o ambiente mais interessante.
Assim como a Oca o edifício da Bienal se articula de forma rígida na parte exterior e quando entramos as rampas vão dando movimento ao ambiente. No centro temos as aberturas que nos permite ver do terceiro andar o que acontece no primeiro. Devido a deficiência na exposição dos projetos na Bienal esse ano, podemos perceber o quanto os espaços são grandes e dependem da articulação da obras expostas para que não se torne cansativo e monótono o passeio pelo prédio.

Casinha do Artigas/ Casa do Artigas



A casinha do Artigas nos transmite a sensação de aconchego. Acredito que devido a sua baixa estatura a casa possui pé direito também bem baixo, podemos assim tocar o teto da varanda facilmente. A casa possui o necessário, é pequena e possui uma implantação diferente no terreno.A casa que foi construída posteriormente ao lado da outra casa é um pouco maior, mas mantém a concepção de projetar apenas o necessário, nessa casa agora ele utiliza o vidro para fazer a relação com o entorno.Acredito que havia um forte preocupação em utilizar de materiais mais simples e que simplificassem o objetivo do projeto, há também um forte relação com o ambiente natural e como que o edifício vai estar implantado no terreno.

Casa Modernista - Warchavchik


O projeto realmente me surpreendeu, pois vivenciá-lo é bem mais interessante do que apenas Vê-lo por fotos ou plantas.
O projeto possui uma forte relação com o meio externo da casa. Os cômodos possuem várias aberturas de passagem, sendo em sua maioria grandes aberturas, que possibilitam a integração dos ambientes internos.
Há uma grande preocupação com a paisagem natural que pode ser vista mesmo quando nos encontramos dentro da casa, pois ela se abre a todo momento para essa paisagem natural.

Galeria Vermelho - Paulo Mendes da Rocha

Através da junção de três sobrados o projeto foi então concebido. Os espaços são a todo o momento revelado, não há um caminho a se seguir o visitante faz o seu caminho, e esses vão se articulando em diferentes níveis.
A cada momento que se percorre o edifício encontramos algo diferente, os espaços e as obras vão se revelando. É possível que se perca dentro dele, mas não somente se perca nos espaços, mas também na hora, pois a curiosidade despertada pelo edifício faz com que fiquemos com vontade de descobrir cada vez mais os ambientes, fazendo com que fiquemos muito tempo descobrindo se todos eles realmente foram vistos.

Edifício Harmonia - Triptyque

Esse edifício nos passa o sentimento de algo que tem vida, que nasce e se modifica. A cada momento que percorremos o edifício nos deparamos com diferentes formas de vida em forma de flores e plantas, e com o tempo elas vão crescer e se modificar, assim como um projeto que aos poucos vai sendo concebido e criando formas diferentes. É o que eu sinto nesse ambiente quando a cada momento temos uma visão diferente da cidade, os espaço estão todos, de alguma forma voltados para a cidade, a utilização do vidro permite também essa relação. Visualmente, de dentro pra fora o projeto faz um forte relação com o entorno e no seu interior ele se recolhe a natureza.

Museu da Escultura - Paulo Mendes da Rocha

O projeto ao mesmo tempo em que possui um a escala monumental, ele consegue criar uma relação com o usuário quando cria grandes espaços abertos e livres, permitindo a livre circulação, circulação essa que deveria se fazer também da cidade para dentro do museu, mas não acontece devido a cerca que foi colocada em volta, interrompendo o sentido de continuidade.
Assim ao mesmo tempo em que o usuário passeia por esse ambiente aberto ele pode observar as esculturas que se encontram expostas também no lado exterior. Nos espaços internos ele cria uma continuidade do espaço externo criando jardins, que servem também para a entrada de iluminação natural.
Ele cria também espelhos d’água e jardins que servem para complementar o sentido de movimento do projeto. Movimento esse feito de pessoas, obras, água e plantas.

Centro Cultural São Paulo - Eurico Prado Lopes, Luiz Benedito Castro Telles

O centro Cultural me surpreendeu pois ao olharmos do lado de fora não temos idéia do tamanho de sua edificação. As rampas nos transportam de um ambiente para outro que a cada momento é modificado por diferentes funções.
É um edifício completamente dinâmico que proporciona ambientes com variadas funções, sendo agradável à permanência nesse local sem que ele se torne monótono e cansativo. O edifício é aberto e tem uma relação muito forte com a natureza, procurando sempre incorporar árvores e plantas em seu interior.